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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Os 21 mistérios mais intrigantes sobre o Universo

Nosso Planeta     12:06     No comments

1. Qual é a idade do Universo?

Apesar dos avanços tecnológicos, calcular algo dessa magnitude ainda é complicado. Estimativas mais recentes apontam que o Universo deve ter 13,8 bilhões de anos – com uma margem de erro de apenas 21 milhões de anos.

2. Como as galáxias se formam?

Esse é outro debate sem uma conclusão: não se sabe exatamente se após o Big Bang as partículas foram se agrupando gradual e lentamente até formarem estrelas, conjuntos de estrelas e, por fim, uma galáxia ou se o Universo primeiro se estabeleceu com aglomerados de matéria que foram se dividindo em galáxias.

3. Para que servem as bolhas de Fermi?

Enormes balões de raios gama energéticos que emanam do centro da Via Láctea foram descobertos em 2010, mas até agora os pesquisadores não sabem muita coisa sobre eles.

4. Existem galáxias retangulares?

Recentemente, astrônomos australianos descobriram o que parece ser a primeira galáxia retangular do Universo. Não se sabe se a estrutura é realmente uma galáxia ou o resultado do choque entre duas delas.

5. O que existia antes do Big Bang?

Até agora, os cientistas não conseguem imaginar o que existia no Universo antes do Big Bang – sequer se existia um Universo!
Glória Pires sincera

6. A vida se originou na Terra?

Enquanto alguns cientistas acreditam que as primeiras células podem ter surgido espontaneamente com as condições climáticas do nosso planeta, outros creem que meteoritos ou cometas com moléculas orgânicas podem ter trazido a vida para cá.

7. Qual é o tamanho do Universo?

Será que o Universo é infinito? A distância do “fim” do Universo observável é de 46 bilhões de anos luz, mas isso não significa que ele acaba por ali, já que está em constante expansão.

8. Os buracos negros são comuns?

Muito se fala nesse tipo de estrutura, mas pouco realmente se sabe sobre ela. Entretanto, em 2014 os cientistas encontraram uma galáxia com nada menos que três supermassivos buracos negros – o que pode indicar que eles são muito mais comuns do que se imaginava, mesmo que ainda não saibamos muita coisa sobre eles.

9. O que acontece quando dois buracos negros colidem?

Acredita-se que esse fenômeno possa criar uma energia incalculável lançando ondas maciças pelo tecido do espaço-tempo do Universo. O resultado deve ser um buraco negro ainda maior, mas até agora nenhuma colisão desse tipo foi registrada.

10. Como foram formados os anéis de Saturno?

O planeta mais bonito do Universo ainda intriga os cientistas que não conseguiram definir com exatidão a origem de seus anéis. Acredita-se que cometas, asteroides e luas foram atraídos pela órbita do planeta e se despedaçaram após inúmeras colisões.

11. Onde está o lítio?

Hélio, hidrogênio e lítio foram os três elementos que sintetizaram o Big Bang. Porém, o último deles não é visto em abundância no universo tanto quanto os outros dois. Inclusive, estrelas mais jovens apresentam maior concentração do elemento do que estrelas mais antigas. Por quê? Mistério...

12. Como a Lua se formou?

Inspirando os românticos e intrigando os cientistas, ainda não se bateu o martelo sobre a formação da Lua. A teoria mais aceita é de que um objeto enorme, do tamanho de Marte, chocou-se com a Terra e tanto originou o nosso planeta como é hoje quanto ejetou a matéria que se transformou em nosso astro natural.

13. Por que a água de Marte secou?

Já foi descoberto que o planeta mais próximo da Terra já teve água em algum momento, mas o motivo de ela ter sumido ainda é um mistério. As teorias mais aceitas são a de um evento cataclísmico, como o impacto de um meteoro, que teria feito com que a maior parte da atmosfera do planeta fosse “jogada” para o espaço, e a de que os ventos solares teriam sido os responsáveis por varrer a água de Marte.

14. Para que servem as explosões de raios gama?

Elas surgem aleatoriamente no universo, mas até agora não foi encontrado o motivo para isso e nem se elas possuem alguma função específica.

15. Existe vida fora da Terra?

Um dos maiores mistérios da humanidade é se nós estamos sozinhos no Universo. Tem gente que não apenas acredita que existem alienígenas, mas também que eles nos visitam e nos observam. O problema, por enquanto, é que não teríamos tecnologia para reconhecê-los. Será?

16. Qual é a origem da vida?

As religiões possuem diferentes formas de explicar a origem do homem e de nossa existência, mas para a ciência muita coisa ainda permanece um mistério. A partir de que momento as reações químicas se tornaram autossuficientes a ponto de originar a vida e a consciência?

17. Existem universos paralelos?

A ciência acredita que é possível que universos paralelos possam existir, mas comprovar essa teoria talvez seja uma das tarefas mais hercúleas que os pesquisadores possuem. Como provar que algo que não vemos pode de fato existir?

18. Como realmente é a gravidade?

A Teoria da Gravitação Universal de Isaac Newton foi formulada na década de 1680, mas até hoje a gravidade ainda não é completamente compreendida pela ciência. Sabemos como ela funciona, mas não necessariamente por que ela existe.

19. A água é necessária para a vida?

Alguns micróbios provaram que podem sobreviver mesmo na ausência total de água. Então será que estruturas mais complexas também poderiam ter o mesmo comportamento? Até há pouco, os biólogos e outros cientistas acreditavam que a água era fundamental para a vida, mas parece que a compreensão total da vida ainda está longe de acontecer.

20. Qual é o destino do universo?

No livro “O Restaurante no Fim do Universo”, o autor Douglas Adams descreve com bom humor o que seria o Gnab Gib, ou seja, o Big Bang ao contrário. Até agora, porém, os cientistas não chegaram a um consenso sobre o que vai acontecer: o Universo vai chegar a um fim ou continuará se expandindo indefinidamente?

21. Existem outros planetas idênticos à Terra?

Uma versão 2.0 da Terra ainda não foi encontrada, mas é um dos grandes sonhos dos cientistas. Porém, alguns planetas que podem ter semelhanças de estrutura, tamanho e distância de sua estrela já foram identificados. Mas entre isso e ser um “gêmeo perdido” da Terra requer muito tempo de observação.

domingo, 17 de junho de 2018

Um homem filmou o céu por 7 dias e o resultado foi impressionante

Nosso Planeta     20:28     No comments
Este vídeo foi filmado ao longo de 7 dias no El Teide, a montanha mais alta da Espanha. É conhecido como um dos melhores lugares do mundo para fotografar estrelas.
As imagens obtidas por ele são incrivelmente mágicas e nos fazem pensam o quanto o nosso planeta é maravilhoso e único.
Então, caros leitores, ligue o som e ative HD em tela cheia para ter essa experiência singular.


Simplesmente maravilhoso!!!! Compartilhe estas imagens de tirar o fôlego com seus amigos e comentem.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Como seria se a Terra fosse um cubo?

Nosso Planeta     17:18     No comments
(Créditos da imagem: Reprodução/SpaceAnswers).





Todos os planetas do Sistema Solar são esféricos. Na verdade, são objetos significativamente maciços. Isso ocorre porque quanto maior um objeto é, maior sua força gravitacional será. Assim a massa acumula-se e a pressão desse peso faz com que a maioria do material se torne líquido, e, portanto, uma esfera é formada.
No entanto, digamos que a Terra tivesse a forma de um cubo. A gravidade seria mais forte no centro de cada lado (desde que a força da gravidade aumente quanto mais próximo ao centro de gravidade). Como resultado, toda a água e a atmosfera poderiam ser atraídas para o centro dos lados.
Então, as bordas da Terra seriam feitas de rochas estéreis sem atmosfera, e o centro de cada lado abrigaria oceanos gigantes e uma atmosfera muito espessa. Seria um planeta muito diferente do nosso.
Adaptado de Jonathan O’Callaghan para o Space Answers

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Do que é feito o universo?

Nosso Planeta     21:57     No comments
Cientistas acreditavam que o universo continha matéria normal – tudo o que você pode ver. Ao longo do cosmos há bilhões de galáxias e cada uma delas possui bilhões de estrelas. Ao redor de algumas dessas estrelas, planetas e suas luas traçam órbitas elípticas. E entre esses grandes e esféricos corpos, repousam objetos de forma irregular, variando em tamanho de enormes asteróides e meteoros a pequenas partículas que não são maiores do que um grão de areia. Os astrônomos classificam tudo isso como matéria bariônica, e eles (e nós) sabemos que a unidade mais fundamental é o átomo, que por sua vez é composto de partículas subatômicas menores, como os prótons, nêutrons e elétrons.

Por volta dos anos 1970 os astrônomos começaram a coletar evidências que os fez suspeitarem de que havia mais no universo do que nossos olhos poderiam ver. Uma das maiores pistas veio quando os cientistas tentaram determinar a massa das galáxias. Eles fizeram isso medindo a aceleração das nuvens que orbitavam ao redor de uma galáxia, o que os permitiu calcular a massa necessária para causar tal aceleração. O que eles descobriram foi surpreendente: a massa por trás da aceleração orbital das nuvens de uma galáxia era cinco vezes maior do que a massa que você poderia ver – estrela e gás – espalhados pela galáxia. Eles concluíram que deveria haver algum material não visível circundando a galáxia. Eles chamaram esse material de matéria escura, tomando emprestado esse termo que foi usado pela primeira vez pelo astrofísico Fritz Zwicky, nos anos 1930.


Vinte anos depois, os cientistas notaram que as supernovas tipo Ia – estrelas moribundas que têm o mesmo brilho intrínseco – estavam mais longe de nossa galáxia do que deveriam estar. Para explicar essa observação, eles sugeriram que a expansão do universo está acelerando. Isso foi perplexo porque a gravidade própria da matéria escura deveria ter sido forte o suficiente para conter tal expansão rápida. Havia algum outro material, algo com um efeito anti-gravidade, causado a rápida expansão do universo? Os astrônomos acreditavam que sim, e eles chamaram esse material de energia escura.
Por uma década, cosmólogos e físicos teóricos debateram a existência da matéria e energia escura. Então, em junho de 2001, a NASA lançou a sonda Wilkinson Microwave Anisotropy Probe, ou WMAP. O instrumento tirou a fotografia mais detalhada até então sobre a radiação cósmica – a radiação remanescente do Big Bang. Isso permitiu aos astrônomos medirem, com bastante precisão, a densidade e composição do universo. Aqui está o que a WMAP determinou: a matéria bariônica representa apenas 4,6% do universo. A matéria escura representa 23%. E a energia escura ocupa todo o restante – 72% [fonte: NASA/WMAP]!

É claro que medir as proporções relativas de tudo o que compõe o universo é apenas o começo. Agora os cientistas esperam identificar o que constitui a matéria escura. Eles acreditam que as anãs marrons são candidatas plausíveis. Esses objetos não luminosos têm uma gravidade intensa que afeta objetos vizinhos e que, por conseqüência, podem fornecer pistas de sua existência e localização. Buracos negros supermassivos também poderiam explicar a matéria escura no universo. Os astrônomos especulam que esses buracos cósmicos podem energizar quasares distantes e podem ser muito mais abundantes do que imaginamos. Por fim, a matéria escura pode consistir de um tipo de partícula ainda não descrita. Essas pequenos pedaços de matéria poderiam existir em algum lugar nas profundezas de um átomo e podem ser identificados em um acelerador de partículas, como o Grande Colisor de Hádrons.
Solucionar esse mistério é uma das maiores prioridades da ciência. Até que essa solução venha, temos de viver com a ideia de que a "casa" que estamos tentando pesar por anos é mais pesada do que esperávamos e, mais complicada – indo além da nossa compreensão.

sábado, 2 de abril de 2016

O que sabemos sobre o Universo?

Nosso Planeta     16:20     No comments
                                                                 Via Láctea no céu do deserto de Atacama


A visão noturna do céu é um belo espetáculo. Observar a Lua, planetas e estrelas é uma atividade, embora cada vez mais difícil nas grandes cidades, sempre muito prazerosa. Desde o alvorecer da humanidade, nos esforçamos para compreender o significado daqueles milhares de pontos brilhantes no firmamento. Alguns se destacam por se moverem em relação aos outros: são conhecidos desde a Antiguidade os cinco planetas vistos a olho nu – Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. No meio deles desfila a Lua, fazendo um intrincado balé regido pelos particulares movimentos planetários.
Milhares de estrelas, de diferentes tamanhos, cores e brilhos, fascinam a nossa imaginação não somente por causa da beleza, mas também pela persistência ao tempo, dando-nos a impressão de que são eternas e imutáveis. Ao longo dos séculos, procuramos encontrar conexões entre esses pontos brilhantes, imaginando ligações que simbolizavam muitas vezes os medos e crenças da alma humana. Figuras mitológicas, como deuses, heróis e seres fantásticos, foram projetadas no céu para representar esses sentimentos.

Enfim, a astronomia talvez seja a mais idosa das ciências. Os povos antigos, ao observarem o céu, já percebiam que os movimentos cíclicos do Sol, da Lua, dos planetas e das estrelas poderiam ser utilizados para prever o início das estações do ano, as cheias dos rios e as melhores épocas para plantio e colheita. Observações mais precisas também permitiam prever a ocorrência de fenômenos astronômicos como os eclipses lunares e solares, mostrando que era possível conhecer a ocorrência de acontecimentos futuros a partir da observação dos movimentos dos corpos celestes. 
Dessa percepção nasceu a astrologia, pseudociência que persiste até hoje, presente em jornais, portais da internet e outros meios de comunicação que divulgam as suas crenças. A astrologia, diferentemente da astronomia, tenta correlacionar as posições dos astros com os comportamentos individuais – uma associação impossível, por mais que algumas pessoas queiram acreditar nela.
Ainda assim, vejo beleza nessas interpretações: elas demonstram a capacidade humana de nos propormos a compreender o universo, criando modelos e teorias a partir da observação dos atores celestes no grande teatro cósmico. Nessa performance, que dura mais de uma dezena de bilhões de anos, ocupamos um local privilegiado na plateia, de onde podemos observar diferentes instantes do tempo: a imensidão do cosmos nos permite ver, no tempo presente, o passado remoto.

Olhar para o passado

Observar o céu é viajar ao passado. As imensas distâncias que existem entre nosso planeta e as estrelas fazem com que a luz proveniente delas leve muito tempo para chegar até a Terra. No caso do Sol, estrela mais próxima de nós, a cerca de 150 milhões de quilômetros de distância, a luz leva pouco mais de oito minutos para chegar aqui. A próxima estrela mais perto de nós, Alfa Centauri –  a mais brilhante da grande constelação do Centauro, ao lado do Cruzeiro do Sul –, está a ‘apenas’ 40 trilhões de quilômetros, uma distância que a luz demora quatro anos para percorrer.
Diante das enormes distâncias interestelares, trocamos a nossa régua de medida. Em vez de contar quilômetros, expressamos as distâncias em anos-luz: um ano-luz equivale a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. Para se ter uma ideia, o objeto mais distante que conseguimos observar a olho nu, a galáxia de Andrômeda, está a dois milhões de anos-luz de nosso planeta. A luz que vemos hoje de Andrômeda, portanto, saiu de lá em uma época em que a humanidade ainda não caminhava sobre a Terra, há dois milhões de anos.

Galáxia de Andrômeda

Física universal

A partir das observações que realizamos com a ajuda de aparelhos e, principalmente, das teorias físicas, conseguimos descrever corpos celestes que nos fascinam há milênios. Com aplicações da física quântica e da teoria da Relatividade, podemos explicar que as estrelas são aglomerados de gases em altíssimas temperaturas, nos quais a matéria está tão aquecida que os elétrons que circulam os núcleos atômicos são arrancados, deixando-a totalmente ionizada, no chamado estado de plasma. 
Essas temperaturas inimagináveis decorrem das reações de fusão nuclear no interior das estrelas, onde normalmente quatro núcleos do átomo de hidrogênio (um próton, que tem carga elétrica positiva) se combinam para formar um núcleo do átomo de hélio. Durante esse processo, dois prótons se transformam em dois nêutrons (partículas do núcleo atômico sem carga elétrica) e duas partículas conhecidas como pósitrons (com massa igual ao dos elétrons, mas com carga positiva) emergem, fazendo com que a contabilidade energética e de cargas se conserve.
As grandes massas das estrelas travam um cabo-de-guerra estelar entre a gravidade (que tende a comprimir toda a matéria das estrelas) e a pressão devida às altas temperaturas, na ordem de milhões de graus em seu interior. No final, esgota-se o combustível nuclear, levando a estrela a dois destinos possíveis, a depender de sua massa inicial: transmutar-se em pequena anã-marrom, sem brilho, ou explodir espetacularmente, transformando-se em supernova e brilhando por alguns meses com a intensidade de centenas de bilhões de estrelas.
Podemos fazer toda essa descrição pois acreditamos, e verificamos, que as leis da física são as mesmas para todos os lugares do universo e em todos os instantes do tempo. Ao observar como os átomos de hidrogênio emitem luz ao serem aquecidos – aconteça isso em um laboratório terrestre ou "em uma galáxia muito, muito distante" –, obtemos as mesmas informações. O movimento dos planetas ao redor de estrelas distantes é descrito pela mesma teoria da gravitação que descreve os planetas do nosso sistema solar ou explica a queda de uma maçã.
O fato extraordinário de que as leis físicas são as mesmas em todos os lugares e em todos os tempos é um dos mais importantes fundamentos da nossa ciência. Se não fosse assim, o universo pareceria um caos, em vez de um cosmos harmônico com movimentos e fenômenos bem estabelecidos.
Mas, é claro, nosso conhecimento sobre universo ainda está longe de se esgotar. Moramos em um pálido ponto azul que orbita uma estrela média entre as centenas de bilhões que existem em nossa galáxia, que também é apenas uma entre as centenas de bilhões que conhecemos. Estamos muito longe de compreender tudo o que existe no universo, e conhecemos apenas uma pequena parte do todo. 
Na extraordinária epopeia humana em busca do conhecimento, percorremos apenas poucos metros de uma longa estrada. Talvez nunca chegaremos ao final, mas sabemos que, desde que demos os primeiros passos, procuramos encontrar o nosso caminho e destino. Não é ousadia tentar compreender o universo – é o desejo que nos faz realmente humanos.

O centro do universo conhecido

Nosso Planeta     16:14     No comments
Além das esferas celestes, muitas outras ideias foram propostas para explicar o movimento dos planetas e demais astros. Em particular, o modelo que dominou a astronomia por mais de mil anos foi o modelo geocêntrico, consolidado pelo astrônomo Cláudio Ptolomeu entre os séculos 1 e 2, no qual os corpos celestes obedeciam aos epiciclos, mecanismos que realizavam movimentos circulares ao redor de um ponto que descrevia uma órbita circular ao redor da Terra. 

Essa visão foi satisfatória durante muito tempo, mas, com o avanço das observações astronômicas – ainda antes do uso do telescópio –, notou-se que os movimentos celestes eram muito mais complexos do que se podia imaginar. Foi necessário não somente mudar a visão que se tinha do mundo, mas também confiar cada vez mais na precisão das observações feitas.
O grande astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) colecionou, durante quase 30 anos, as mais precisas observações astronômicas feitas até sua época. Para tal, construiu instrumentos pioneiros de alta precisão, como um sextante com braços de quase dois metros cada. Seus resultados colocavam em xeque o modelo geocêntrico e mostravam que era necessário propor algo novo. Brahe, porém, não conseguiu elaborar um modelo satisfatório para suas próprias observações, pois não conseguia abandonar a ideia de que a Terra estava no centro do universo.
Naquele tempo, já se conhecia o modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico (1473-1543), divulgado no ano de sua morte, mas que ainda não havia convencido a comunidade científica de então. Foi astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler (1571-1630) quem deu continuidade ao trabalho de Brahe, de quem foi assistente e herdeiro intelectual.

Ao dar continuidade ao trabalho de Brahe, seu mentor, Kepler conseguiu determinar pela primeira vez uma descrição matemática e precisa dos movimentos planetários. (imagem: Wikimedia)
Confiando na precisão dos dados obtidos por seu antecessor, Kepler propôs que os planetas se moviam ao redor do Sol, mas não em órbitas circulares, como imaginava Copérnico, e sim em órbitas elípticas – em consequência, ora um dado planeta estaria mais próximo do Sol, ora mais distante. Kepler percebeu também que, quanto mais distantes do Sol, mais devagar os planetas se moviam. Quanto mais perto do astro-rei, mais velozes eram. E sugeriu haver uma constante numérica resultante do raio da órbita elevado ao cubo dividido pelo período orbital (tempo para completar uma órbita) ao quadrado.
Pela primeira vez, conseguiu-se uma descrição matemática e precisa dos movimentos planetários, conhecida até hoje como modelo de Kepler. Na época, o astrônomo imaginou haver uma força que atraía os planetas para o Sol, mantendo-os em órbita. Para ele, essa força deveria ser magnética – naquela mesma época, o médico inglês William Gilbert (1544-1603) explicara o funcionamento da bússola propondo que a Terra se comportava como um gigantesco ímã. Era natural, portanto, imaginar que o mesmo deveria acontecer com os outros planetas e até com o Sol.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Sons dos astros do sistema solar divulgado pela NASA

Nosso Planeta     14:50     No comments
A NASA abriu uma página no SoundCloud, onde é divulgado diversos sons dos astros do sistema solar. São assustadores ao mesmo tempo belos, esses sons foram registrados pelas sondas que estão espalhadas por todo o sistema planetário. Além desses a agência espacial também divulgou sons das missões, de lançamentos de foguete e vários outros.


Veja os sons na playlist abaixo e se maravilhe com os mais belos sons que nosso sistema solar oferece:


3 fatos incríveis que você não sabia sobre a Via Láctea

Nosso Planeta     12:27     No comments
Mais de 200 milhões de estrelas:


É certo que essa conta não é completamente correta, mas estima-se que a Via Láctea possui entre 400 mil e 200 milhões de estrelas no total.
Porém, aqui da Terra só conseguimos ver 2500 estrelas da nossa galáxia. E, no mesmo tempo, a Via Láctea perde e ganha novas estrelas.

A Via Láctea é uma mistura de diversas outras galáxias


Sabemos que a nossa galáxia possui um formato espiral, mas nem sempre ela foi assim. Já que para chegar nesse formato e alcançar o seu tamanho a nossa galáxia teve que engolir outras galáxias menores.
A galáxia anã Elíptica de Sagitário (SagDEG) é uma que já foi engolida parcialmente pela Via Láctea.


Tem aproximadamente a mesma idade que o universo

A Via Láctea sobreviveu, cresceu e engoliu outras galáxias para conseguir ser o que é hoje. Mas, é claro, que isso não aconteceu rapidamente.
O universo e a nossa galáxia devem ter no mínimo mais de 13 bilhões de anos!

(Fonte: Mistério do Mundo).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Vídeo incrível: o que acontece quando um buraco negro engole uma estrela

Nosso Planeta     16:52     No comments
Cerca de 290 milhões de anos-luz de distância, no centro de uma galáxia distante chamada PGC 043234, uma estrela ferida muito perto de um buraco negro pesando milhões de vezes a massa do nosso Sol. A intensa atração gravitacional do buraco negro sugado estrelar e desfragmentado em pedaços, jogando alguns restos estelares para o espaço em  velocidades  incrivelmente altas, enquanto o resto caiu dentro. O evento causou um surto de poderosos raios-X que, provavelmente,
permanecerá por muitos anos. 

Felizmente para nós, os cientistas da NASA foram capazes de reconstruir todo esse cataclismo, e você pode ver uma recriação do que no seguinte vídeo. 

Nas palavras imortais de George Costanza: "Isso deve doer ! "



Mas o que está acontecendo aqui?, O evento é conhecido como um rompimento das marés,  (rompimento das marés e Inglês), e que o mais próximo que eu vim para um em mais de 10 anos.  
Usando Observatório Chandra X-ray NASA Explorador  de burst rápido GammaRay, e XMM-Newton da ESA e NASA, os cientistas obtiveram uma idéia melhor do que realmente acontece na 'a morte de uma estrela em um buraco negro'. 

"Temos visto evidências de um punhado de interrupção das marés nos últimos anos, e desenvolveram uma série de ideias sobre o que acontece", disse o pesquisador Jon Miller, da Universidade de Michigan em os EUA .. " Esta é a melhor oportunidade que temos tido até agora a compreender o que realmente acontece quando você joga uma estrela de um buraco negro. 

"Miller e seus colegas suspeitam que depois de uma estrela é destruída por um buraco negro, a estrela não detritos lançado no espaço são puxados para dentro e aqueceu-se a milhões de graus, e isto cria uma quantidade incrível de raios-X, que pode ser visto no vídeo. Este flash de raios-X vai morrer no tempo, bem como partes da estrela-do-chão caindo para além do horizonte de eventos do buraco negro, onde até partículas de luz não pode escapar. 

Curiosamente, os cientistas também Eles ilustram a presença de um vento se afastando do buraco negro no evento, o momento em que o alargamento do raio-X se dissipa. Parece que, como o material é absorvido para o interior permanece macio formar estrelas, um disco macio quente, que se move numa órbita elíptica em torno do buraco negro. 

"Uma vez que o centro do disco é tão quente, eles injetado alguns materiais para o exterior na forma de vento ", explica Rachel Feltman no The Washington Post. 

As observações foram publicados na revista 

Nature." Estes resultados suportam algumas de nossas idéias sobre a estrutura e a evolução dos eventos chamados de interrupção maré ", Miller disse em um comunicado de imprensa. ". No futuro, a interrupção das marés pode fornecer laboratórios para estudar os efeitos de extrema gravidade"  

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Nosso Planeta é um blog sobre conhecimento gerais. Criado em 2014.
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