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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Cientistas observam um planeta se formando pela primeira vez

Nosso Planeta     09:31     No comments
Pela primeira vez, os cientistas conseguiram observar um planeta sendo formado.
Além disso, os astrônomos capturaram imagens de partículas de poeira e gás se acumulando para formar um protoplaneta (condensação de matéria da fase inicial na evolução de um planeta) em um sistema solar distante.
 
Pesquisadores dos EUA e da Austrália observaram o fenômeno no sistema solar, em torno de uma estrela chamada LkCa 15, localizada a 450 anos-luz de distância da Terra. Observar um planeta em formação pela primeira vez foi particularmente emocionante para os astrônomos, pois, dos quase 2.000 exoplanetas até agora identificados, nenhum deles está em processo de formação.
 
“Esta é a primeira vez que temos de um planeta que podemos dizer que ainda está se formando", disse Stephanie Sallum, astrônoma da Universidade do Arizona, nos EUA, que liderou o estudo com a colega, Kate Follett, pesquisadora da Universidade de Stanford. “Sempre houve explicações alternativas, mas, neste caso, tivemos uma imagem direta, e é difícil de contestar isso”, acrescentou Kate.
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Os resultados, publicados na revista Nature, descrevem como LkCa15 é cercada por um tipo especial de disco protoplanetário, que se forma em torno de estrelas jovens nos restos que permanecem após a estrela ter se formado.
 
A hipótese dos pesquisadores, agora apoiada por suas imagens, é que os planetas se formam no interior do disco, junto dos escombros e poeira. “O motivo pelo qual observávamos este sistema é porque ele é construído em torno de uma estrela muito jovem que tem material de sobra para o processo de formação estelar. É como um grande donut”, acrescentou Kate.
 

LkCa15 possui, aproximadamente, 2 milhões de anos, sendo relativamente jovem para uma estrela, e recente o bastante para que o sistema ainda apresente um disco de detritos a sua volta, capaz de dar origem a novos planetas. Até três planetas estão em processo de formação em torno da estrela, segundo os pesquisadores, que acompanham o movimento planetário local entre 2009 e 2015, utilizando ferramentas avançadas, incluindo o maior telescópio do mundo, o Grande Telescópio Binocular (LBT), no Arizona, e o telescópio Magellan, no Chile.
 Usando os telescópios e um sistema de adaptação ótica, os pesquisadores foram capazes de distinguir as impressões digitais espectrais de dois brilhantes e quentes objetos vermelhos como a estrela em formação e o planeta que estava se formando. “Este tom escuro de luz vermelha é emitido tanto pelo planeta quanto pela estrela, à medida que passam pelo mesmo processo de crescimento. Fomos capazes de separar a luz do fraco planeta a partir da luz da estrela mais brilhante e vimos que ambos estavam crescendo e brilhando neste tom, muito distinto de um vermelho comum”, contou Kate.
 
Não se sabia explicar, anteriormente, o que seriam tais diferenças, mas agora que os pesquisadores identificaram com sucesso as formações que ocorrem no LkCa 15, podem tornar a identificação mais simples para os cientistas, com formações semelhantes em sistemas de estrelas distantes. “Esta foi uma tempestade perfeita de um problema observacional. Estamos tentando ver planetas muito tênues através do brilho de uma estrela”, disse um dos pesquisadores, Peter Tuthill, da Universidade de Sydney, na Austrália.

(Fonte: JornalCiência)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Planeta X

Nosso Planeta     10:50     No comments
A chegada de sondas a Plutão pode ter sido muito mais impressionante do que julgamos até agora. Isso porque mais do que saber mais sobre o planeta anão, podemos ter descoberto que o Sistema Solar tem mais planetas do que acreditamos.
A partir de observações feitas no radiotelescópio ALMA, que fica no Chile, especialistas dizem ter descoberto um novo planeta. E com duas condições especiais: muito parecido com a Terra e também “próximo” dela.

Ainda em 2015, uma descoberta semelhante havia sido feita. A questão era a distância: milhões de anos-luz do nosso planeta. Com essa nova descoberta, especialistas passam a considerar que podemos estar diante de uma descoberta realmente histórica.
Isso porque, atualmente, o planeta mais próximo da Terra em distância e estruturação seria Marte — que, mesmo assim, não abrigaria vida terrestre. Já o Gna, como foi batizado por um grupo sueco, poderia atender essas necessidades de maneira, digamos, mais adequada.

Os especialistas, agora, querem saber mais sobre o Planeta X, como ele também é conhecido. Isso porque os dados são tão preliminares que todas as afirmações feitas a respeito dele são completamente intuitivas. Os estudos deverão seguir no decorrer dos próximos meses, com base nas informações obtidas pelo ALMA.
As teorias da conspiração, é claro, já apareceram. Para esses teóricos, o Planeta X é na verdade o mundo alienígena Nibiru, que irá se colidir com a Terra causando o apocalipse ainda em dezembro de 2015. Os especialistas, é claro, negam tais informações.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Um grama do material mais caro do mundo custa US$ 165 milhões

Nosso Planeta     23:38     No comments
Qual o material mais caro do mundo? Talvez ouro e diamante estejam entre as suas primeiras repostas, mas eles se tornam mixarias diante do endofulereno, uma molécula de átomo de carbono que tem formato esférico e é composta por pentágonos e hexágonos. Existem diversas variações dela por aí, mas a forma criada pelos cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, tem um apelo especial: medição do tempo e da localização de forma mais precisa do que aquelas disponíveis atualmente. Em um leilão realizado na Inglaterra, apenas 200 microgramas do composto foram negociadas por incríveis US$ 33 mil.


Fazendo as contas, concluímos que um único grama dele seria vendido a US$ 165 milhões — e para descobrir o preço do quilograma, basta multiplicar esta quantia por mil. De forma resumida, o que torna este endofulereno especial é o fato de ele apresentar 60 ou 70 átomos de nitrogênio armazenados dentro de uma esfera de carbono. A equipe de pesquisa da universidade britânica acredita que o material desenvolvido pode tornar ainda mais precisa a medição do tempo, que atualmente é feita com átomos de césio com 55 elétrons organizados em inúmeras órbitas.

Como eles emitem ondas de rádio com uma frequência específica e imutável, tornaram-se ferramentas mais precisas do que a rotação da Terra para contar segundos e minutos. A ideia dos pesquisadores britânicos é de que as emissões de ondas do endofulereno conseguem ser ainda mais precisas. Além de relógios exatos, elas podem aprimorar a acuracidade do sistema de posicionamento global — o bom, velho e cada vez mais útil GPS. Com este composto, tal sistema apresentaria uma variação de apenas alguns milímetros de precisão na hora de definir a localização de alguém. De acordo com o doutor Kyriakos Porfyakis, criador da companhia de desenvolvimento de materiais em carbono da Universidade de Oxford, o material poderia ainda  ser empregado na criação de um “relógio atômico em miniatura que você carregaria por aí, em seu smartphone”. Até mesmo carros autônomos poderiam contar com dispositivos criados com este composto para se autolocalizarem.


Fonte: The Telegraph
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Missão para Marte em 2016 é adiada pela Nasa

Nosso Planeta     20:39     No comments
Estava prevista para acontecer em março de 2016 a missão “InSight”, para Marte. Porém, a Nasa, na terça-feira (22), anunciou que suspendeu o lançamento devido problemas com um componente chave.
O módulo de aterrisagem foi desenvolvido para explorar o subsolo da superfície do Planeta Vermelho, e tem como objetivo descobrir como se dá a formação dos planetas rochosos do Sistema Solar.


A suspensão da missão pela agência espacial americana aconteceu por um problema em um componente, no sismômetro que é fornecido pelo Centro nacional de Estudos Espaciais da França (CNED) e que foi projetado para medir qualquer movimentação de terra.
Na segunda-feira foi realizado teste de resistência na qual a nave foi submetida a menos de 45 graus centígrados e com isso foi observado os vazamentos na esfera de vácuo que contém o instrumento sísmico da nave.
"Ficamos sem tempo", disse o administrador associado do diretório cientista da Nasa, John M. Grunsfeld.
"A decisão sobre os passos a seguir será tomada nos próximos meses, mas uma coisa está clara: a Nasa continua comprometida com as descobertas científicas e a exploração de Marte", disse John Grunsfeld, administrador associado para as missões científicas da Nasa.
A missão Insight iria medir todos os movimentos sísmicos de Marte para que os astrônomos pudessem entender melhor os tremores e também a parte interior do planeta.
A agência não informou uma nova data para o lançamento da missão, porém, deverá acontecer pelo menos dois anos após a data prevista, assim, somente em 2018. Isso tudo por causa das órbitas relativas do Planeta Vermelho e da Terra.

Principais Eventos Astronômicos de 2016

Nosso Planeta     19:58     No comments
O ano de 2016 está quase começando. Então é hora de ficar ligado e anotar na agenda os eventos cósmicos mais interessantes que ocorrerão em 2016.
2016 será um ano especial para a astronomia porque a sonda Juno finalmente chegará a Júpiter após cinco anos de viagem. Então preparem-se para receber novidades sobre o maior planeta do sistema solar. Juno é uma sonda espacial movida a energia solar. Ela será colocada em órbita para estudar a composição de Júpiter, seus campos gravitacionais e magnéticos. No interior do planeta, os cientistas esperam entender, entre outras coisas, os ventos jupiterianos, que chegam a 600 quilômetros por hora.

Vejamos os eventos astronômicos de 2016:

JANEIRO

– Entre os dias 3 e 4, será possível avistar a chuva de meteoros Quadrantids. Esses meteoros irradiam da constelação Boötes e, no pico da chuva, podem surgir até 40 meteoros por hora. A visualização é melhor de um local bem escuro depois da meia-noite.

MARÇO

– No dia 8, Júpiter estará o mais próximo da Terra neste ano e seu “rosto” será totalmente iluminado pelo sol. Será possível visualizá-lo e fotografá-lo. Até as suas luas estarão visíveis.
– No dia 9, está previsto o eclipse solar totalque poderá ser visto em algumas partes da Indonésia e no Oceano Pacífico. Já o eclipse parcial poderá ser visto no norte da Austrália e sudeste da Ásia.
– No dia 23, será a vez do eclipse lunar. Será visível em quase todo extremo leste da Ásia, leste da Austrália, no Oceano Pacífico, e na costa Oeste da América do Norte incluindo o Alasca.

ABRIL

– Entre 21 e 22, está prevista mais uma chuva de meteoros. Desta vez, serão as Lirídeas, na constelação de Lira. Este ano, a lua cheia vai atrapalhar um pouco a visualização dos cerca de 20 meteoros que podem cair por hora e que deixam uma trilha de poeira brilhante. Apesar de não ser a mais forte chuva de meteoros, as Lirídeas são famosas por terem sido registradas há 2.600 anos, o período mais longo na história.

MAIO

– O fenômeno Eta Aquarídeas vai ocorrer entre os dias 5 e 7. O ponto radiante para essa chuva de meteoros estará na constelação de Aquário. A lua nova vai proporcionar uma experiência de visualização ideal este ano com o céu escuro. Melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite, longe das luzes da cidade.
– No dia 9, está previsto o Trânsito de Mercúrio, nome dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. Com um telescópio, Mercúrio é visto como um pequeno ponto escuro movendo-se pelo disco solar. Esse evento ocorre 13 ou 14 vezes em cada século. Os três últimos trânsitos de Mercúrio ocorreram em 1999, 2003 e 2006.
– Prepare para fotografar Marte no dia 22. O planeta vermelho terá sua maior aproximação da Terra e será totalmente iluminado pelo sol.

JUNHO

– No dia 3, Saturno terá a sua maior aproximação da Terra.
– Sonda Juno: a sonda está prevista para chegar a Júpiter no dia 4. A previsão é que permaneça em órbita até outubro de 2017, quando a nave sairá da órbita para bater em Júpiter.

JULHO


– Delta Aquarídeas: sua ocorrência é no final de julho – seu auge deve ocorrer entre os dias 28 e 29, mas alguns meteoros poderão ser vistos a partir de 18 de julho e até 18 de agosto. Também ocorre na constelação de Aquário. Melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite a partir de um local escuro.

AGOSTO

– Entre 13 e 14, poderá ser vista a maior chuva de meteoros do ano – a Perseidas, que ocorre a partir da constelação de Perseu e pode apresentar até 60 meteoros por hora. Apesar de o pico ser em 13 e 14 de agosto, será possível ver alguns meteoros entre o período de 23 de julho e 22 de agosto. O céu estará bem escuro este ano, facilitando a visualização. Encontre um local longe das luzes da cidade e olhe em direção ao nordeste depois da meia-noite.

SETEMBRO

– No dia 1º de setembro ocorre um eclipse solar anular, que terá início na costa leste da África central passando por Gabão, Congo, Tanzânia, Madagáscar e terminando no Oceano Índico. O eclipse parcial será visível durante a maior parte do dia na África e no Oceano Índico.
– Em setembro, é a vez de Netuno estar mais próximo da Terra. Mesmo assim, a olho nu, só será possível visualizar um pequeno ponto azul. Para ver mais que isso, será preciso um telescópio.
– Para o dia 16, está previsto um eclipse lunar, visível em quase toda a Europa Oriental, Leste da África, Ásia e Austrália Ocidental.

OUTUBRO

– No dia 15, Urano está mais próximo da Terra.
– Entre 21 e 22, ocorre a chuva de meteoros Orionídeas. Esta chuva de meteoros terá seu auge no dia 21, mas ela é bastante irregular. Um bom espetáculo pode ser experimentado nas manhãs entre os dias 20 e 24. Uma melhor visualização poderá ser obtida a partir do leste, após a meia-noite.

NOVEMBRO

– Chuva de meteoros Leonídea entre os dias 17 e 18. Este ano, teremos um pico cíclico, onde centenas de meteoros podem ser vistos a cada hora. Para visualizar melhor o fenômeno, procure a constelação de Leão após a meia-noite.

DEZEMBRO

– Geminídeas: com origem na constelação de Gêmeos, pode ter uma alta taxa de meteoros, com até 60 por hora. O auge da chuva geralmente acontece entre os dias 13 e 14. A lua cheia poderá ser um problema este ano, escondendo muitos dos meteoros mais fracos em seu brilho. A melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite a partir de um local escuro.

Os aglomerados de galáxias

Nosso Planeta     19:50     No comments



Observações obtidas com os telescópios do ESO fornecem terceira dimensão crucial para sondar o lado escuro do Universo.
Os telescópios do ESO forneceram a uma equipe internacional de astrônomos a terceira dimensão na maior caçada até hoje das maiores estruturas gravitacionalmente ligadas do Universo — os aglomerados de galáxias. Observações obtidas pelo VLT e pelo NTT complementam as capturadas por outros observatórios em todo o mundo e no espaço, no âmbito do rastreio XXL — uma das maiores buscas destes aglomerados.
Os aglomerados de galáxias são conjuntos massivos de galáxias que abrigam enormes reservatórios de gás quente — as temperaturas são tão elevadas que se produzem raios X. Estas estruturas são úteis para os astrônomos porque se pensa que a sua construção é influenciada pelos componentes mais estranhos do Universo — a matéria escura e a energia escura.
Por isso, ao estudar as suas propriedades em diferentes fases da história do Universo, os aglomerados de galáxias podem ajudar-nos a compreender melhor o lado escuro do Universo.
A equipe, composta por mais de 100 astrônomos de todo o mundo, começou uma busca destes monstros cósmicos em 2011. Apesar da radiação de raios X de alta energia que revela a sua localização ser absorvida pela atmosfera terrestre, podemos detectá-la com a ajuda de observatórios de raios X colocados no espaço.
Assim, combinou-se um rastreio realizado pelo XMM-Newton da ESA — executado com a maior quantidade de tempo de observação já concedido neste telescópio — com observações do ESO e doutros observatórios. O resultado é uma enorme e crescente coleção de dados que cobre todo o espectro eletromagnético, coletivamente chamada rastreio XXL.
“O objetivo principal do rastreio XXL é fornecer uma amostra bem definida de cerca de 500 aglomerados de galáxias até uma distância correspondente a uma idade do Universo de cerca de metade da sua idade atual,” explica a pesquisadora principal do XXL, Marguerite Pierre do CEA, Saclay, França.
O telescópio XMM-Newton fez imagens de duas regiões do céu — cada uma com cem vezes a área da Lua Cheia — numa tentativa de descobrir um grande número de aglomerados de galáxias previamente desconhecidos. A equipe do rastreio XXL divulgou agora os seus resultados numa série de artigos científicos sobre os 100 aglomerados mais brilhantes descobertos.
Observações obtidas com o instrumento EFOSC2 instalado no New Technology Telescope (NTT), juntamente com observações do instrumento FORS montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), foram também utilizadas para analisar de modo cuidado a radiação emitida pelas galáxias destes aglomerados. Estas observações permitiram aos astrônomos medir as distâncias precisas aos aglomerados de galáxias, dando-nos assim uma vista tridimensional do cosmos, absolutamente necessária para fazer medições da matéria escura e da energia escura.
Espera-se que o rastreio XXL produza muitos resultados excitantes e inesperados, mas apenas com 1/5 dos dados que se esperam obter no final, obtiveram-se já alguns resultados importantes e surpreendentes.
Um dos artigos científicos relata a descoberta de cinco novos superaglomerados — aglomerados de aglomerados de galáxias — que se juntam àqueles já conhecidos, tais como o nosso próprio superaglomerado, o Superaglomerado Laniakea.
Outro artigo trata de observações de seguimento obtidas para um aglomerado de galáxias em particular (conhecido pelo nome informal de XLSSC-116), situado a cerca de seis bilhões de anos-luz de distância. Com o instrumento MUSE do VLT observou-se neste aglomerado uma fonte de luz difusa estranhamente brilhante.
“Esta é a primeira vez que conseguimos estudar com detalhe a radiação difusa de um aglomerado de galáxias distante, pondo assim em evidência o poder do MUSE neste tipo de estudos,” explicou o co-autor Christoph Adami do Laboratoire d´Astrophysique, Marseille, França.
A equipe utilizou também os dados para confirmar a ideia de que no passado os aglomerados de galáxias são muito menores que os que observamos atualmente — uma descoberta importante para a compreensão teórica da evolução dos aglomerados ao longo da vida do Universo.
O simples ato de contar os aglomerados de galáxias nos dados XXL confirmou também um resultado anterior algo estranho — existem menos aglomerados distantes do que o esperado com base nas predições dos parâmetros cosmológicos medidos pelo telescópio Planck da ESA. A razão desta discrepância não é conhecida, no entanto a equipe espera resolver esta curiosidade cosmológica quando tiver acesso à amostra total de aglomerados em 2017.
Estes quatro resultados importantes são apenas o preâmbulo do que ainda está para vir deste enorme rastreio de alguns dos mais massivos objetos do Universo.
(Fonte: Climatologia Geografica).

Satélite que Ajuda a Prever Desastres Naturais

Nosso Planeta     13:07     No comments
A China lançou nesta terça-feira, 29, um satélite que ajudará a humanidade a se previnir contra os desastres naturais. Batizado de The Gaofen-4, ele é uma espécie de câmera HD que orbitará em torno da Terra e avisará quando as tragédias forem acontecer.


De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, esse é o "satélite de observação mais sofisticado que já foi lançado", sendo o primeiro geoestacionário do país que faz imagens em alta definição. O The Gaofen-4 é também o quarto, de um total de sete satélites que a China planejou lançar, e deverá observar o planeta por oito anos.

Além de cumprir o seu objetivo principal, que é manter os seres humanos atentos aos desastres naturais, ele também deverá ajudar com coisas como a previsão do tempo e o monitoramento de florestas.

(Fonte: Olhar Digital.)

As Cores dos Fogos de Artifícios

Nosso Planeta     12:30     No comments


As cores dos fogos de Artifícios são provocados pelo tipos de metais usados. Cada metal apresenta uma natureza diferente e, por isso, seus elétrons comportam-se de forma diferente quanto à liberação de energia na forma de luz.
Temos as cores produzidas por cada um dos elementos químicos metálicos utilizados nos fogos de artifício:...

‪#‎Bário‬: Verde ‪
#‎Cobre‬: Azul
‪#‎Cálcio‬: Laranja ‪
#‎Sódio‬: Amarelo ‪
#‎Estrôncio‬: Vermelho ‪
#‎Zinco‬: Branco azulado ‪
#‎Alumínio‬, Titânio ou Magnésio: Prateado
‪#‎Mistura‬ de Estrôncio com Cobre ou Estrôncio com Potássio: Violeta
#Mistura de Ferro e Carbono: Dourado.

As brilhantes cores dos fogos de artifício são resultado da queima, em alta temperatura, de sais de metais que produzem poluição na atmosfera provocando prejuízos à saúde. Além de Poluição Sonora.




O Eclipse Lunar de 23 de Março de 2016

Nosso Planeta     12:15     No comments
O eclipse lunar de 23 de março de 2016 será um eclipse lunar penumbral, o primeiro do ano. Será visível no Pacífico, na Ásia e no oeste das Américas. Será Visível apenas no Norte do Brasil: "Porto Velho, Boa Vista, Cuiabá, Manaus e Rio Branco".

Eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. É como se fosse um eclipse solar porém a Terra encobre a lua nesse caso.
Por isso o eclipse lunar só pode ocorrer quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem dela pelo seu nodo orbital. Este último evento também é responsável pelo tipo e duração do eclipse.


Eclipse Lunar Penumbra
A sombra projetada pela Terra possui duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.
Os eclipses penumbrais ocorrem quando a Lua entra na região de penumbra, o que na prática resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada. Se a Lua entra inteiramente na região de penumbra ocorre o raro eclipse penumbral total que pode gerar um gradiente de luminosidade visível, estando a Lua mais escura na região que se aproxima mais da umbra.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O que aconteceria se a Lua desaparecesse? | Curiosidade

Nosso Planeta     21:10     No comments
                                                         E se a lua desaparecesse?

A gravidade da Terra e a da Lua se influencia mutuamente. O sumiço repentino da Lua tornaria o movimento de rotação da Terra caótico como o de um pião em baixa velocidade. Seria catastrófico para a vida no planeta, com alterações drásticas do clima. Períodos quentíssimos se alternariam, de forma aleatória, com fases de frio glacial. Os animais com mais chances de sobrevivência seriam os aquáticos, já que a temperatura da água varia mais lentamente. Embora um afastamento súbito da Lua seja improvável, sabe-se que ela está se distanciando da Terra à razão de alguns centímetros por ano. Por enquanto, não há motivo para pânico: bilhões de anos nos separam de um afastamento da Lua capaz de provocar alterações em nosso planeta.


O Poder dos Raios | Documentário Natgeo

Nosso Planeta     20:53     No comments
O Poder dos Raios;

Os raios são mais rápidos que uma bala e seis vezes mais quentes que a superfície do sol. Eles duram menos de uma fração de segundo e podem transformar areia em vidro. Diariamente cerca de oito milhões de raios atingem a Terra. Embora este fenômeno natural seja um dos mais observados, ele ainda está envolto em mistérios. Neste episódio, os telespectadores irão acompanhar a incrível jornada de um raio desde o espaço até o interior do corpo humano. Para isso, iremos à Darwin, na Austrália, cidade onde acontecem algumas das tempestades com relâmpagos mais violentas da Terra. No centro de uma monstruosa nuvem de tempestade observaremos as forças misteriosas que provocam um raio. Novas descobertas dramáticas e experiências chocantes revelam que os raios são um dos fenômenos mais estranhos, destrutivos e importantes do planeta.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mistério da Água Perdida em Exoplaneta Semelhante a Júpiter

Nosso Planeta     16:16     No comments
Representação dos dez "Jupíteres quentes" estudados através de dados coletados pelo Hubble e Spitzer.

Estudar planetas gasosos e gigantes, como o nosso Júpiter, que estão fora do Sistema Solar sempre foi um desafio para os astrônomos. Como eles orbitam muito perto dos seus "sóis", o que faz a sua temperatura ser bastante alta, é muito complicado estudar esses planetas sem ser ofuscados pelo brilho intenso dessas estrelas. Uma equipe de pesquisadores internacionais conseguiu superar essa dificuldade e elaborou um estudo sobre as atmosferas de dez desses exoplanetas parecidos com Júpiter, conhecidos como "Jupíteres quentes", uma investigação sem precedentes na ciência espacial. E mais: descobriram que a atmosfera desses planetas esconde moléculas de água.

A presença de água não era passível de visualização apenas com os dados coletados pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e ESA (Agência Espacial Europeia). O Hubble foi o único telescópio a explorar Jupíteres quentes e o fazia através de uma gama limitada de comprimentos de onda. Os estudos iniciais mostravam que esses planetas absorviam menos água do que era esperado. Apenas três das atmosferas planetárias de Jupíteres quentes haviam sido estudadas com detalhes.

Com o novo estudo, esse catálogo aumentou para dez, investigados através do cruzamento de dados de dois telescópios espaciais, o Hubble e o Spitzer, também da Nasa. A soma da capacidade dos dois instrumentos permitiu aos astrônomos ampliarem a cobertura do comprimento de onda, o que, consequentemente, aumentou o poder de visualização desses planetas. "Essa é a primeira vez que nós temos cobertura de comprimentos de onda suficiente para conseguir comparar múltiplas características de um planeta para outro. Nós descobrimos que as atmosferas planetárias são mais diversas do que esperávamos", afirmou David Sing, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, líder do novo estudo.

sábado, 25 de abril de 2015

Cientistas acreditam que núcleo da Lua seja líquido e quente

Nosso Planeta     13:42     No comments

Cientistas acreditam que núcleo da Lua seja líquido e quente, assim como o do planeta Terra:


Uma nova pesquisa acredita que a Lua possua uma camada de líquido quente em torno de seu núcleo, ainda em atividade.

Se a teoria se confirmar, o estudo provaria que a Lua é mais ativa do que se pensava, até então, e teria implicações na história do nosso planeta.
Qualquer par de corpos em órbita no espaço possuem efeito gravitacional um sobre o outro, mas como a órbita não é um círculo perfeito, a força da gravidade varia a medida que se movem e se aproximam. O efeito é bastante perceptível em Io, lua de Júpiter, onde vulcões se ativam por esse processo.
Esses efeitos também são evidentes na Terra, onde os mares e oceanos possuem ondas graças à gravidade da Lua. Claro que, como nosso planeta é 81 vezes maior que a lua, ela sofreria forças semelhantes, tendo em vista que está em nossa órbita.
Os pesquisadores descobriram que a deformação das marés observadas da lua poderia ser explicada se houvesse uma camada extremamente maleável na parte mais profunda do manto lunar. Seria esse o motivo para o núcleo da lua ser líquido, assim como o de nosso planeta. Porém, até então, nenhuma prova concreta foi capaz de confirmar essa teoria.
Agora, uma equipe internacional de pesquisadores da China University of Geosciences, liderada pelo Dr. Yuji Harada, do Instituto de Ciência Planetária, descobriu que há uma camada extremamente leve no centro da lua e que seu calor é efetivamente gerado na camada, por conta da gravidade da Terra.
                               Imagem mostrando a influência gravitacional entre a Terra e a Lua
A descoberta foi feita através da comparação da deformação da Lua, que foi medida com precisão por naves espaciais exploradoras e outras sondas com cálculos teóricos. Os resultados sugerem que o interior da lua ainda não tenha esfriado e endurecido, e também que ele está sendo aquecido pela gravidade da Terra.
Os pesquisadores dizem que as descobertas fornecem uma oportunidade para reconsiderar o modo como, tanto a Terra quanto a Lua, evoluíram - e continuam a evoluir – desde o surgimento, através da influência mútua.
"Acredito que nossos resultados de pesquisa têm trazido novas questões", disse Harada. “Por exemplo, como pode a parte inferior do manto lunar manter o seu estado maleável por um longo período de tempo? Para responder a esta pergunta, gostaria de investigar mais profundamente a estrutura interna e o mecanismo gerador de calor dentro da Lua em detalhes. Além disso, outra questão surgiu: como a conversão da energia das marés para a energia térmica na camada macia afetou o movimento da Lua em relação à Terra, e também o arrefecimento da Lua?”, revelou o pesquisador.
"Nós gostaríamos de resolver esses problemas para que possamos entender, também, como a Lua surgiu e evoluiu", disse.
       Estimativa sobre a viscosidade e temperatura da Lua à medida que se aproxima do núcleo.
Outro investigador, professor Junichi Haruyama do Institute of Space and Aeronautical Science at Jaxa, mencionou a importância desta pesquisa, feita através do programa Apollo. “Um corpo celeste menor como a Lua esfria mais rápido do que um maior, como faz a Terra. Na verdade, tínhamos pensado que as atividades vulcânicas na Lua já haviam chegado a um impasse. No entanto, esta pesquisa sugere que a Lua ainda não tenha esfriado e endurecido”, disse o investigador.

“Também temos de reconsiderar a questão da seguinte forma: Como a Terra e a Lua se influenciaram mutuamente desde seu nascimento? Isso significa que essa pesquisa não só nos mostra o estado atual do interior profundo da Lua, mas também nos dá uma pista sobre a história do nosso sistema”,concluiu Haruyama.

Buraco negro monstruoso, 12 bilhões de vezes maior que o nosso Sol

Nosso Planeta     13:15     No comments
Nas profundezas do universo, pesquisadores da Universidade de Pequim descobriram um jovem e monstruoso buraco negro supermassivo, estimado em 12 bilhões de vezes a massa do nosso Sol, sendo um dos maiores já registrados.


Usando dados do Sloan Digital Sky Survey, Micron All Sky-Survey, e Wide-field Infrared Survey Explorer, o incrível corpo foi encontrado, tendo seu tamanho medido através da luminosidade em torno dele. Graças a sua imensa gravidade, os buracos negros estão, constantemente, sugando gases e outros materiais de suas proximidades. Este processo aquece o gás de tal forma, que emite energia intensa e radiação térmica incrivelmente brilhante.
Esta energia luminosa é conhecido como um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source, ou fonte de rádio quase-estelar), e pode conter muitas pistas sobre o interior do buraco negro. "Usando espectroscopia, detectamos a emissão de luz em torno de buracos negros, então usamos as propriedades deste gás e de sua distância para estimar a massa do buraco negro", explicou Xue Wu-Bing, o principal pesquisador do estudo, à revista Popular Science.
Este gigante talvez não seja apenas um dos maiores buracos negros supermassivos já encontrados, como também a maior descoberta sobre início do universo. Acredita-se que este buraco negro exista a 12,8 bilhões de anos-luz de distância da Terra, ou seja, a luz que nós estamos vendo em seu entorno é relativamente jovem, possuindo apenas 900 milhões de anos. (Isso também significa que não há nenhuma chance dele engolir a Terra, caso você esteja preocupado). Acredita-se que o Big Bang tenha ocorrido 13,8 bilhões de anos atrás.
Dada a forma deste buraco negro, sua imensa massa é surpreendente para os cientistas. Isso significa que o buraco negro tenha crescido constantemente a uma taxa muito alta, logo após o Big Bang, algo considerado muito raro, nessas proporções.

"As pessoas assumem que há uma taxa de crescimento rápida para estes buracos negros, mas a energia liberada pelo buraco negro, muitas vezes, interrompe o fluxo de material novo. Por isso ele não cresce tão rápido ao longo de sua vida útil", disse Bram Venemans, astrônomo do Instituto Max Planck, que escreveu um comentário sobre a pesquisa.
"Mas esse buraco negro deve ter crescido perto de uma taxa máxima para a maioria de seu tempo de vida, sem interrupção causada pela produção de energia. Ainda está além dos limites do que é possível. É surpreendente que isso tenha acontecido de forma tão eficiente por um longo tempo",acrescentou Venemans.
(Fonte: JornalCiência)

Cerca de 500 asteroides ameaçam impactar a Terra em 100 anos

Nosso Planeta     12:09     No comments
Cerca de 500 asteroides ameaçam potencialmente a Terra, um problema para o qual especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) encontraram soluções que parecem ter saído de um filme de ficção científica.


"Temos cerca de 500 objetos próximos à Terra (NEO, na sigla em inglês) identificados que poderiam, dentro de 100 anos, eventualmente tocar a terra, mas a probabilidade é muito baixa, em alguns casos de um em um milhão", explicou Detlef Koschny, chefe do setor de NEO na ESA.                                                                                                                        "Seguimos seus caminhos, tentamos prever o que poderiam ser e se, eventualmente, representarão um risco", explicou Koschny a partir do centro operacional dos NEO na cidade italiana de Frascati, perto de Roma. "Em caso de perigo real, temos duas soluções atualmente viáveis ", acrescentou o especialista. "O primeiro é o acidente de movimento cósmico", disse."Imagine um veículo, que é o asteroide, e um outro veículo, que é a nossa ferramenta, colidindo com ele e o deslocando de sua trajetória. Por conta da pressão, é possível desviá-lo gradualmente da Terra", afirmou."A segunda solução é destruir o asteroide com a ajuda de uma explosão nuclear", acrescenta Koschny.
A questão é: como mirar um objeto espacial viajando a 3600 km/h com um outro objeto lançado para interceptá-lo com a mesma velocidade?
"A partir de uma experiência americana chamada Deep Impact sabemos que é possível alcançar todos os objetos maiores que 100 metros de diâmetro. Nos encaminhamos provavelmente aos satélites autoguiados por uma câmera, porque não teríamos tempo para dirigi-los a partir da Terra", explica o cientista.
"É mais fácil quando é Bruce Willis quem faz isso", diz, brincando, Richard Tremayne-Smith, co-presidente da Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defence Conference, PDC), realizada em Frascati. Uma alusão ao filme americano "Armageddon", em que o ator destrói um asteroide que ameaça a Terra.
"A defesa planetária era um hobby há dez anos. Hoje, tornou-se uma preocupação global", aponta William Ailor, segundo co-presidente do PDC.
A PDC é coisa séria e envolve especialistas da Nasa, da ESA e de outras instituições, mas também há lugar para jogos de RPG.
"O jogo consiste em simular uma crise [provocada] por uma possível queda de um asteroide na Terra, com três pessoas desempenhando o papel de autoridades políticas, seus conselheiros científicos, representantes das populações ameaçadas e a imprensa", explicou Debbie Lewis, especialista em gestão de catástrofes.

"Precisamos de acordos de comando, controle, coordenação e comunicação em nível internacional", insistiu a especialista. É que os danos causados pela queda de um asteroide podem ser gigantescos em função do tamanho.
Segundo vários especialistas, 75% das diferentes formas de vida na Terra, inclusive os dinossauros, desapareceram por causa da queda de um enorme asteroide há 65 milhões de anos.
"Devemos estar preparados, o despertador já tocou, mas teimamos em desligá-lo", afirmou Lewis.   (Fonte: Terra)

Assustador: Veja o que os Astronautas enxergam na reentrada da atmosfera

Nosso Planeta     11:52     No comments
Incrível e ao mesmo tempo assustador, assim é a reentrada atmosférica da cápsula da Soyzu. Para diminuir a velocidade de queda, um grande paraquedas é ativado automaticamente. Veja as imagens incríveis feitas pelo astronauta Mike Hopkins da NASA (da expedição 37/38 que retornou em março) e um vídeo da Esa.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

'Supervazio' no Universo que 'suga' luz intriga astrônomos

Nosso Planeta     11:27     No comments
A área onde fica o chamado Ponto Frio fica na constelação de Eridano no hemisfério galático sul, como mostra a imagem feita pela Agência Espacial Europeia em colaboração com o telescópio Planck (Foto: ESA e Planck Collaboration)
Astrônomos de uma universidade no Havaí podem ter decifrado um mistério de dez anos e encontrado a maior estrutura conhecida do Universo.
Em 2004, ao examinar um mapa da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), resíduo do Big Bang presente em todo o Universo, astrônomos descobriram uma área diferente, surpreendentemente ampla e fria, batizada de Ponto Frio.
A física que estuda a teoria do Big Bang para a origem do Universo prevê pontos quentes e frios de vários tamanhos em um Universo ainda jovem, mas um ponto tão grande e tão frio como o desta descoberta não era esperada pelos cientistas.
Mas uma equipe, liderada por István Szapudi, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, em Manoa, pode ter a explicação para a existência deste Ponto Frio que, segundo Szapudi, seria "a maior estrutura individual já identificada pela humanidade".
'Supervazio'
Usando dados do telescópio Pan-STARRS1 (PS1), em Haleakala, Maui, e também do satélite Wide Field Survey (WISE), da Nasa, a equipe de Szapudi descobriu o que chamaram de "supervazio", uma grande região de 1,8 bilhão de anos-luz de largura, na qual a densidade das galáxias é muito menor do que o normal encontrado no Universo conhecido.
Os cientistas dizem que essa região é tão grande que é difícil encaixá-la na nossa compreensão convencional sobre dimensões e espaço.
Ela é mais fria do que outras partes do universo, e apesar de não ser um vácuo ou totalmente vazia, parece ter cerca de 20% a menos de matéria do que outras regiões.

O "supervazio", localizado a 3 bilhões de anos-luz da Terra, "sugaria" energia da luz que viaja através dela, o que explica o intenso frio da região.
Segundo os cientistas, atravessá-la pode levar milhões de anos, mesmo à velocidade da luz.
O estudo foi publicado no "Notices of the Royal Astronomical Society".
(Fonte: G1)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Veja como são as tempestades em outros planetas

Nosso Planeta     15:48     No comments

 Marte:
A atmosfera de Marte é rarefeita e muito diferente da atmosfera terrestre, o que lhe torna extremamente difícil de sustentar a vida como a conhecemos. Além disso, ainda existem muitas bizarrices climáticas acontecendo no planeta. Os pólos estão cobertos de calotas de gelo, e há intensas nevadas. Enquanto a nossa neve é feita de água congelada, a neve marciana é realmente feita a partir de dióxido de carbono congelado, ou "gelo seco". Há também uma tonelada de ciclones de poeira que violentamente rasgam o planeta.


Júpiter:
O que você está olhando é mais famoso furacão de Júpiter, ''A Grande Mancha Vermelha''. Ele tem se alastrado por mais de 400 anos. Esta tempestade é tão grande, ao ponto que três Terras poderiam caber facilmente no seu interior. Há um outro ponto, conhecido como BA Oval , que foi descoberto cerca de sete anos atrás e agora está se movendo tão rápido quanto suas contrapartes maiores. Ele parece estar a aumentar de tamanho.
Mercúrio
Sendo o planeta mais próximo do sol e quase completamente desprovido de atmosfera, é fácil ver porque Mercúrio fica extremamente quente. No entanto, uma vez que há pouca atmosfera, é difícil para o planeta reter calor, levando a oscilações de temperatura intensas. Porque ele não tem uma inclinação axial, não há mudanças sazonais no clima. Ele também gira em torno de si mesmo numa lentidão incrível, uma vez que só conclui a rotação cerca de três "dias" a cada dois anos. Quando Mercúrio está mais próximo do sol, a temperatura da superfície pode chegar a mais de 430º C. Durante a noite, as temperaturas podem cair para -180º C.
Netuno:
Netuno tem tempestades grandes o suficiente para engolir a Terra inteira e faixas de tempo que marcam a sua latitude. O planeta também tem o vento mais violento do sistema solar, que pode chegar a surpreendentes 2.500 km/h e não há nada no planeta capaz de diminuir essas rajadas de ventos. Ele também tem a capacidade de chover diamantes, de modo que bastante ''radical''.
Saturno: 
A atmosfera de Saturno é composta principalmente de hidrogênio, levando a tempestades de vento extremamente violentas. As velocidades podem chegar a até 1.600 quilômetros por hora. Comparativamente, a rajada mais forte de vento já registrada na Terra foi em 1996, em cerca de 40 quilômetros por hora.
Urano:
Urano é o planeta mais frio do sistema solar, com temperaturas atingindo -225º C. Urano é muito estranho, como o fato de ser totalmente inclinado de lado. Seu pólo norte enfrenta o sol. Este pode ter sido o resultado de uma colisão maciça, fazendo com que o próprio campo magnético não fique alinhado com os seus pólos. Uma vez que este planeta é tão longe da Terra, é difícil obter uma leitura precisa sobre o que está acontecendo na superfície. No entanto, enormes furacões foram estudados por meio de telescópios de infravermelho, e ele também possui uma chuva de diamantes.

Vênus:
Com uma atmosfera super-grossa composta principalmente de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e vapor de água, Vênus é capaz de prender mais radiação do sol do que Mercúrio, o que lhe permite alcançar (e reter) temperaturas muito mais altas. A temperatura da superfície permanece relativamente consistente durante todo o ano no 480º C. A chuva de Vênus é quase puramente feita de ácido sulfúrico, que é extremamente corrosivo. O ácido sulfúrico pode corroer sua roupa instantaneamente e produzir queimaduras graves na carne da pele. No entanto, a temperatura da superfície de Vênus é tão grande, que a chuva evapora antes de atingir o solo.

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