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domingo, 17 de junho de 2018

Um homem filmou o céu por 7 dias e o resultado foi impressionante

Nosso Planeta     20:28     No comments
Este vídeo foi filmado ao longo de 7 dias no El Teide, a montanha mais alta da Espanha. É conhecido como um dos melhores lugares do mundo para fotografar estrelas.
As imagens obtidas por ele são incrivelmente mágicas e nos fazem pensam o quanto o nosso planeta é maravilhoso e único.
Então, caros leitores, ligue o som e ative HD em tela cheia para ter essa experiência singular.


Simplesmente maravilhoso!!!! Compartilhe estas imagens de tirar o fôlego com seus amigos e comentem.

sábado, 2 de abril de 2016

O que sabemos sobre o Universo?

Nosso Planeta     16:20     No comments
                                                                 Via Láctea no céu do deserto de Atacama


A visão noturna do céu é um belo espetáculo. Observar a Lua, planetas e estrelas é uma atividade, embora cada vez mais difícil nas grandes cidades, sempre muito prazerosa. Desde o alvorecer da humanidade, nos esforçamos para compreender o significado daqueles milhares de pontos brilhantes no firmamento. Alguns se destacam por se moverem em relação aos outros: são conhecidos desde a Antiguidade os cinco planetas vistos a olho nu – Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. No meio deles desfila a Lua, fazendo um intrincado balé regido pelos particulares movimentos planetários.
Milhares de estrelas, de diferentes tamanhos, cores e brilhos, fascinam a nossa imaginação não somente por causa da beleza, mas também pela persistência ao tempo, dando-nos a impressão de que são eternas e imutáveis. Ao longo dos séculos, procuramos encontrar conexões entre esses pontos brilhantes, imaginando ligações que simbolizavam muitas vezes os medos e crenças da alma humana. Figuras mitológicas, como deuses, heróis e seres fantásticos, foram projetadas no céu para representar esses sentimentos.

Enfim, a astronomia talvez seja a mais idosa das ciências. Os povos antigos, ao observarem o céu, já percebiam que os movimentos cíclicos do Sol, da Lua, dos planetas e das estrelas poderiam ser utilizados para prever o início das estações do ano, as cheias dos rios e as melhores épocas para plantio e colheita. Observações mais precisas também permitiam prever a ocorrência de fenômenos astronômicos como os eclipses lunares e solares, mostrando que era possível conhecer a ocorrência de acontecimentos futuros a partir da observação dos movimentos dos corpos celestes. 
Dessa percepção nasceu a astrologia, pseudociência que persiste até hoje, presente em jornais, portais da internet e outros meios de comunicação que divulgam as suas crenças. A astrologia, diferentemente da astronomia, tenta correlacionar as posições dos astros com os comportamentos individuais – uma associação impossível, por mais que algumas pessoas queiram acreditar nela.
Ainda assim, vejo beleza nessas interpretações: elas demonstram a capacidade humana de nos propormos a compreender o universo, criando modelos e teorias a partir da observação dos atores celestes no grande teatro cósmico. Nessa performance, que dura mais de uma dezena de bilhões de anos, ocupamos um local privilegiado na plateia, de onde podemos observar diferentes instantes do tempo: a imensidão do cosmos nos permite ver, no tempo presente, o passado remoto.

Olhar para o passado

Observar o céu é viajar ao passado. As imensas distâncias que existem entre nosso planeta e as estrelas fazem com que a luz proveniente delas leve muito tempo para chegar até a Terra. No caso do Sol, estrela mais próxima de nós, a cerca de 150 milhões de quilômetros de distância, a luz leva pouco mais de oito minutos para chegar aqui. A próxima estrela mais perto de nós, Alfa Centauri –  a mais brilhante da grande constelação do Centauro, ao lado do Cruzeiro do Sul –, está a ‘apenas’ 40 trilhões de quilômetros, uma distância que a luz demora quatro anos para percorrer.
Diante das enormes distâncias interestelares, trocamos a nossa régua de medida. Em vez de contar quilômetros, expressamos as distâncias em anos-luz: um ano-luz equivale a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. Para se ter uma ideia, o objeto mais distante que conseguimos observar a olho nu, a galáxia de Andrômeda, está a dois milhões de anos-luz de nosso planeta. A luz que vemos hoje de Andrômeda, portanto, saiu de lá em uma época em que a humanidade ainda não caminhava sobre a Terra, há dois milhões de anos.

Galáxia de Andrômeda

Física universal

A partir das observações que realizamos com a ajuda de aparelhos e, principalmente, das teorias físicas, conseguimos descrever corpos celestes que nos fascinam há milênios. Com aplicações da física quântica e da teoria da Relatividade, podemos explicar que as estrelas são aglomerados de gases em altíssimas temperaturas, nos quais a matéria está tão aquecida que os elétrons que circulam os núcleos atômicos são arrancados, deixando-a totalmente ionizada, no chamado estado de plasma. 
Essas temperaturas inimagináveis decorrem das reações de fusão nuclear no interior das estrelas, onde normalmente quatro núcleos do átomo de hidrogênio (um próton, que tem carga elétrica positiva) se combinam para formar um núcleo do átomo de hélio. Durante esse processo, dois prótons se transformam em dois nêutrons (partículas do núcleo atômico sem carga elétrica) e duas partículas conhecidas como pósitrons (com massa igual ao dos elétrons, mas com carga positiva) emergem, fazendo com que a contabilidade energética e de cargas se conserve.
As grandes massas das estrelas travam um cabo-de-guerra estelar entre a gravidade (que tende a comprimir toda a matéria das estrelas) e a pressão devida às altas temperaturas, na ordem de milhões de graus em seu interior. No final, esgota-se o combustível nuclear, levando a estrela a dois destinos possíveis, a depender de sua massa inicial: transmutar-se em pequena anã-marrom, sem brilho, ou explodir espetacularmente, transformando-se em supernova e brilhando por alguns meses com a intensidade de centenas de bilhões de estrelas.
Podemos fazer toda essa descrição pois acreditamos, e verificamos, que as leis da física são as mesmas para todos os lugares do universo e em todos os instantes do tempo. Ao observar como os átomos de hidrogênio emitem luz ao serem aquecidos – aconteça isso em um laboratório terrestre ou "em uma galáxia muito, muito distante" –, obtemos as mesmas informações. O movimento dos planetas ao redor de estrelas distantes é descrito pela mesma teoria da gravitação que descreve os planetas do nosso sistema solar ou explica a queda de uma maçã.
O fato extraordinário de que as leis físicas são as mesmas em todos os lugares e em todos os tempos é um dos mais importantes fundamentos da nossa ciência. Se não fosse assim, o universo pareceria um caos, em vez de um cosmos harmônico com movimentos e fenômenos bem estabelecidos.
Mas, é claro, nosso conhecimento sobre universo ainda está longe de se esgotar. Moramos em um pálido ponto azul que orbita uma estrela média entre as centenas de bilhões que existem em nossa galáxia, que também é apenas uma entre as centenas de bilhões que conhecemos. Estamos muito longe de compreender tudo o que existe no universo, e conhecemos apenas uma pequena parte do todo. 
Na extraordinária epopeia humana em busca do conhecimento, percorremos apenas poucos metros de uma longa estrada. Talvez nunca chegaremos ao final, mas sabemos que, desde que demos os primeiros passos, procuramos encontrar o nosso caminho e destino. Não é ousadia tentar compreender o universo – é o desejo que nos faz realmente humanos.

quinta-feira, 31 de março de 2016

3 fatos incríveis que você não sabia sobre a Via Láctea

Nosso Planeta     12:27     No comments
Mais de 200 milhões de estrelas:


É certo que essa conta não é completamente correta, mas estima-se que a Via Láctea possui entre 400 mil e 200 milhões de estrelas no total.
Porém, aqui da Terra só conseguimos ver 2500 estrelas da nossa galáxia. E, no mesmo tempo, a Via Láctea perde e ganha novas estrelas.

A Via Láctea é uma mistura de diversas outras galáxias


Sabemos que a nossa galáxia possui um formato espiral, mas nem sempre ela foi assim. Já que para chegar nesse formato e alcançar o seu tamanho a nossa galáxia teve que engolir outras galáxias menores.
A galáxia anã Elíptica de Sagitário (SagDEG) é uma que já foi engolida parcialmente pela Via Láctea.


Tem aproximadamente a mesma idade que o universo

A Via Láctea sobreviveu, cresceu e engoliu outras galáxias para conseguir ser o que é hoje. Mas, é claro, que isso não aconteceu rapidamente.
O universo e a nossa galáxia devem ter no mínimo mais de 13 bilhões de anos!

(Fonte: Mistério do Mundo).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Identificado o enxame galáctico massivo mais distante

Nosso Planeta     23:24     No comments
Composição do enxame galáctico IDCS 1426 que junta dados no visível, em raios-X e no infravermelho. Crédito: raios-X - NASA/CXC/Univ. do Missouri/M. Brodwin et al.; visível - NASA/STScI; infravermelho - JPL/Caltech


O Universo primitivo era uma "bagunça" caótica de gás e matéria que só começou a coalescer em galáxias distintas centenas de milhões de anos após o Big Bang. Estas galáxias demoraram vários milhares de milhões de anos para se agruparem em enxames gigantescos - era o que os cientistas pensavam. Agora, astrónomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Universidade do Missouri, da Universidade da Flórida, entre outras instituições, detectaram um enorme enxame galáctico formado apenas 3,8 mil milhões de anos após o Big Bang. Localizado a 10 mil milhões de anos-luz da Terra e potencialmente contendo milhares de galáxias individuais, a megaestrutura é mais ou menos 250 biliões de vezes mais massiva que o Sol, ou 1000 vezes mais massiva que a Via Láctea.

O enxame, denominado IDCS J1426.5+3508 (ou IDCS 1426), é o aglomerado de galáxias mais massivo já descoberto nos primeiros 4 mil milhões de anos do Universo. IDCS 1426 parece estar passando por uma quantidade substancial de convulsões: os investigadores observaram um nó brilhante de raios-X, ligeiramente fora do centro do enxame, indicando que o núcleo do enxame pode ter-se deslocado cerca de cem mil anos-luz do seu centro. Os cientistas supõem que o núcleo pode ter sido desalojado por uma violenta colisão com outro enxame galáctico, fazendo com que o gás dentro do enxame se desloque, como vinho num copo que mudou subitamente de posição.

Michael McDonald, professor assistente de física e membro do Centro Kavli para Astrofísica e Investigação Espacial do MIT, diz que uma tal colisão pode explicar como IDCS 1426 foi formado tão rapidamente no início do Universo, numa altura em que as galáxias individuais estavam começando a tomar forma. No grande esquema das coisas, as galáxias provavelmente só começaram a formar-se quando o Universo ficou relativamente frio e, mesmo assim, este objeto apareceu não muito tempo depois," afirma McDonald. "O nosso palpite é que outro aglomerado semelhante se aproximou e como que destruiu um pouco o local. Isso explicaria o seu tamanho e o seu crescimento acelerado."

McDonald e colegas apresentaram os seus resultados a semana passada na 227.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em Kissimmee, Flórida. Os seus achados serão também publicados na revista The Astrophysical Journal.

"Cidades no espaço"
Os enxames galácticos são aglomerados de centenas até milhares de galáxias ligadas pela gravidade. São as maiores estruturas do Universo, e aqueles localizados relativamente perto, como o enxame de Virgem, são extremamente brilhantes e fáceis de detectar no céu. "São como uma espécie de cidades no espaço, onde todas estas galáxias vivem muito juntas," afirma McDonald. "No Universo próximo, se olharmos para um enxame galáctico, basicamente vemos os outros - parecem todos bastante uniformes. Mas quanto mais para trás olhamos, mais diferentes começam a ser. No entanto, encontrar enxames galácticos mais distantes no espaço - e para trás no tempo - é uma tarefa complexa e incerta.

Em 2012, cientistas usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectaram pela primeira vez os sinais de IDCS 1426 e fizeram algumas estimativas iniciais da sua massa. "Tínhamos alguma noção de quão enorme e distante era, mas não estávamos plenamente convencidos," afirma McDonald. "Estes novos resultados são o prego no caixão que prova que é o que inicialmente pensávamos."

"Ponta do iceberg"
Para obter uma estimativa mais precisa da massa do enxame de galáxias, McDonald e colegas usaram dados de vários dos Grandes Observatórios da NASA: o Telescópio Espacial Hubble, o Observatório Keck e o Observatório de raios-X Chandra. Nós estávamos basicamente usando três métodos completamente diferentes para 'pesar' este enxame," explica McDonald. Tanto o Hubble como os Observatórios Keck recolheram dados visíveis do enxame, que os investigadores analisaram para determinar a quantidade de luz distorcida em redor do enxame como resultado da gravidade - um fenómeno conhecido como lente gravitacional. Quanto mais massivo o enxame, mais força gravitacional exerce, e mais luz dobra.

Também estudaram dados de raios-X obtidos pelo Observatório Chandra a fim de obter a temperatura do enxame. Os objetos com uma alta temperatura emitem raios-X e, quanto mais quente é um enxame galáctico, mais o gás no enxame é comprimido, tornando-o mais massivo. A partir dos dados em raios-X, McDonald e colegas também calcularam a quantidade de gás no enxame, que pode ser uma indicação da quantidade de matéria - e massa - no enxame. Usando todos os três métodos, o grupo calculou aproximadamente a mesma massa - cerca de 250 biliões de vezes a massa do Sol. Agora, a equipa está à procura de galáxias individuais no enxame para ter uma noção de como estas megaestruturas se podem formar no Universo jovem.

"Este enxame é como uma espécie de local de obras - é confuso, barulhento, sujo e há muita coisa incompleta," comenta McDonald. "Ao observar a sua incompletude, podemos ter uma noção de como [os enxames] crescem. Até agora, confirmámos cerca de uma dúzia de galáxias, mas estamos apenas vendo a ponta do iceberg.Ele espera que os cientistas possam obter uma imagem ainda melhor de IDCS 1426 em 2018, com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb - um telescópio infravermelho centenas de vezes mais sensível que o Spitzer, telescópio este que foi o primeiro a detetar o enxame.

"As pessoas tinham quase posto de lado esta ideia de encontrar enxames no visível e no infravermelho, em favor de assinaturas em raios-X e no rádio," observa McDonald. "Estamos agora a trazê-la novamente ao de cima e a dizer que é na verdade uma maneira fantástica de encontrar enxames. Ela sugere que precisamos, talvez, de nos diversificar um pouco no que toca a encontrar estes objetos."


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