“Queremos combinar as capacidades espaciais de diferentes nações para procurar novas atividades como de ciência pura, negócios, turismo ou mineração. Queremos colocá-las no mesmo lugar”, explica Johann-Dietrich Woerner, diretor geral da Esa.
Impressora 3D gigante
A ideia principal é usar os recursos da própria Lua, ao invés de gastar muito dinheiro com o transporte de materiais da Terra. Para construir a primeira estrutura, um domo seria inflado e uma espécie de impressora em 3D robótica poderia usar rochas de lá para construir uma parede ao redor dele. Depois, outras construções similares poderiam ser adicionadas à primeira.
Woerner defende que o início da construção não exigiria investimentos iniciais exorbitantes. “A ideia é que os participantes vejam suas capacidades e seus interesses e tragam apenas a sua parte para o projeto”, argumenta ele.
Onde montar acampamento?
Sem a proteção da atmosfera terrestre, esse vilarejo deve ficar onde há menos incidência de radiação solar e cósmica, assim como micrometeoros. Woerner acredita que os melhores pontos para as construções são os polos.“No polo sul poderemos encontrar água, que é uma ótima fonte para a produção de oxigênio e nitrogênio. Na parte escura da Lua não há radiação, e um telescópio pode ser construído lá, com materiais de lá”, diz o diretor.
Ele faz questão de enfatizar que a Lua será dos Estados Unidos, mas também da Rússia, do Japão e também de outros países com menores contribuições. “Espero que tenhamos um esquema de exploração global na Lua”.
20 anos para planejar
Apesar de todo o entusiasmo apresentado pela ideia, ainda teremos que esperar 20 anos para ver o início desta construção. Isso porque a tecnologia envolvida no projeto ainda precisa ser desenvolvida. Conforme mais países demonstrarem interesse em voltar à Lua, porém, mais investimento deve ser dedicado à essa missão. [IFLScience]Veja o vídeo de apresentação do projeto:




